Esta página mostra qual navegador você usa, a versão exata, o sistema operacional e o tipo de aparelho, além de dados como resolução da tela, idioma, fuso horário e placa de vídeo. São as mesmas informações que qualquer site consegue ler do seu navegador. A leitura acontece no próprio aparelho, sem instalar nada.
Como usar
Não é preciso fazer nada: os dados aparecem assim que a página carrega. Para enviar as informações ao suporte técnico de um site, de um banco ou de uma empresa, use Copiar relatório e cole o texto no chat ou no e-mail. Se pedirem só o user agent, use o botão de copiar ao lado dele. A área visível da janela e o tema do sistema se atualizam na hora quando você redimensiona a janela ou troca o tema claro e escuro do aparelho.
Como interpretar o resultado
Navegador, versão e motor
O motor de renderização é a parte do navegador que desenha as páginas. Quase todos usam um de três motores: Blink (Chrome, Edge, Opera, Brave, Samsung Internet e outros baseados no Chromium), Gecko (Firefox) e WebKit (Safari). Por isso um site que funciona no Chrome costuma funcionar no Edge: por baixo, o motor é o mesmo.
Alguns navegadores baseados no Chromium, como o Vivaldi, se identificam como Chrome, e o resultado aparece assim. Quando você abre um link dentro do Instagram, do Facebook ou de outro aplicativo, a página carrega no navegador interno do app, e a ferramenta avisa. Para conferir a versão e atualizar:
| Navegador | Motor | Onde ver a versão e atualizar |
|---|---|---|
| Google Chrome | MotorBlink | Onde ver a versão e atualizarMenu ⋮ > Ajuda > Sobre o Google Chrome (ou chrome://settings/help) |
| Microsoft Edge | MotorBlink | Onde ver a versão e atualizarMenu ··· > Ajuda e comentários > Sobre o Microsoft Edge (ou edge://settings/help) |
| Mozilla Firefox | MotorGecko | Onde ver a versão e atualizarMenu ☰ > Ajuda > Sobre o Firefox |
| Brave | MotorBlink | Onde ver a versão e atualizarEndereço brave://settings/help |
| Safari no Mac | MotorWebKit | Onde ver a versão e atualizarAtualiza com o sistema: Ajustes do Sistema > Geral > Atualização de Software |
| Navegadores no iPhone e iPad | MotorWebKit (em geral) | Onde ver a versão e atualizarSafari: Ajustes > Geral > Atualização de Software. Os demais: App Store |
| Navegadores no Android | MotorBlink ou Gecko | Onde ver a versão e atualizarPlay Store > ícone do perfil > Gerenciar apps e dispositivo |
Sistema operacional: por que o Windows 11 aparece como “Windows 10 ou 11”
O user agent é um texto que o navegador envia em todas as requisições. Para evitar que sites quebrem e para reduzir o rastreamento, os navegadores congelaram partes dele. O Windows 11 continua se apresentando como “Windows NT 10.0”, igual ao Windows 10. No Mac, Safari, Chrome e Firefox informam sempre a versão 10.15 do macOS. Desde o iOS 26, o Safari no iPhone informa uma versão 18 do sistema. E, no Android, o Chrome mostra “Android 10” para todo mundo.
Os navegadores baseados no Chromium oferecem uma alternativa, os Client Hints (navigator.userAgentData), que permitem ao site pedir a versão real do sistema, o modelo do aparelho e a versão completa do navegador. A ferramenta usa esse recurso quando ele existe e indica de onde veio o resultado. Firefox e Safari não têm Client Hints, então algumas versões aparecem como aproximadas. No iPad, o Safari se apresenta como um Mac desde o iPadOS 13, para receber a versão de computador dos sites; a ferramenta usa a tela sensível ao toque para reconhecer o tablet.
Tela, janela e densidade de pixels
A resolução aparece em pixels CSS, a unidade que os sites usam para montar o layout. Em telas de alta densidade, cada pixel CSS corresponde a vários pixels físicos: um celular com tela de 390 × 844 e densidade (DPR) 3 tem, na prática, 1170 × 2532 pixels. No Windows, a escala definida em Configurações > Sistema > Tela (125%, 150%) muda o DPR e a resolução informada. Já a área visível da janela, o viewport, é o espaço útil da página, sem as barras do navegador, e é o número que importa para quem cria sites responsivos.
Idioma, fuso horário e a pista que denuncia a VPN
A lista de idiomas vem das configurações do navegador e segue em todas as requisições, em ordem de preferência, no cabeçalho Accept-Language. O fuso horário vem do relógio do sistema, não do IP. Os fusos do Brasil vão de UTC-02:00, em Fernando de Noronha, a UTC-05:00, no Acre, e o horário de Brasília é UTC-03:00. Se você usa uma VPN em outro país, o IP aponta para lá, mas o fuso continua mostrando o horário daqui. Essa diferença é uma das pistas que sites usam para perceber o uso de VPN. Confira também o teste de vazamento WebRTC e o IP que os sites veem.
Cookies, Não rastrear e Global Privacy Control
Com os cookies bloqueados, logins e carrinhos de compra deixam de funcionar na maioria dos sites. O sinal Não rastrear (Do Not Track) é antigo e quase nenhum site o respeita: o Firefox removeu a opção na versão 135, em 2025, e passou a recomendar o Global Privacy Control (GPC). O GPC é um sinal mais novo, oferecido por Firefox, Brave e DuckDuckGo, que pede aos sites para não vender nem compartilhar seus dados; em alguns estados dos Estados Unidos, como a Califórnia, ele tem valor legal. “Não suportado” significa que o navegador não oferece esse sinal.
Placa de vídeo, processador e memória
O nome da placa de vídeo vem do WebGL, a interface que desenha gráficos 3D no navegador; o Safari mostra só um nome genérico, como “Apple GPU”. O número de núcleos lógicos e a memória vêm de APIs do próprio navegador. A memória é aproximada e arredondada de propósito, e só os navegadores baseados no Chromium a informam. Navegadores com proteção contra fingerprinting, como o Brave, podem alterar esses valores.
Conexão
“4g” na conexão estimada não quer dizer que você está no 4G: é uma classificação que o navegador calcula com o tempo de resposta e a vazão recentes, e uma fibra rápida também aparece como “4g”. A velocidade e a latência são estimativas arredondadas e não substituem o teste de velocidade. Só navegadores baseados no Chromium informam esses dados.
O que os sites conseguem saber do seu navegador
Tudo o que aparece nesta página está disponível para qualquer site, sem pedir permissão. Uma parte chega sozinha em cada acesso: o IP, o user agent, o idioma e, nos navegadores baseados no Chromium, alguns Client Hints básicos. O resto é lido com JavaScript: tela, fuso horário, placa de vídeo, núcleos, fontes instaladas e até pequenas diferenças na forma como o aparelho desenha imagens (canvas) e processa áudio.
Sozinho, nenhum desses dados identifica você. Combinados, formam uma impressão digital do navegador, o fingerprint, que pode reconhecer o mesmo aparelho em sites diferentes, mesmo sem cookies e na navegação anônima. Entre 2022 e 2023, o Chrome reduziu as informações do user agent justamente para limitar esse rastreamento, e os detalhes passaram para os Client Hints, que o site precisa pedir. Entenda o assunto a fundo no guia sobre cookies, fingerprinting e rastreamento.
Outras ferramentas para ver o que você expõe
- Meu IP: o seu IP público, o provedor e a localização aproximada.
- Teste de vazamento WebRTC: confira se o navegador revela o seu IP real com a VPN ligada.
- Headers HTTP: veja os cabeçalhos que um site envia de volta, incluindo cookies e políticas de segurança.
- Teste de IPv6: descubra se a sua conexão já usa o protocolo novo.

