O localizador mostra a localização aproximada de qualquer endereço IPv4 ou IPv6: país, estado, cidade estimada, provedor, sistema autônomo (ASN) e IP reverso. Também aceita domínios, que são convertidos em IP antes da consulta. O resultado indica a região associada ao bloco de endereços, nunca a casa de alguém.
Como usar o localizador de IP
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Digite o IP ou o domínio
Cole um IPv4 (8.8.8.8), um IPv6 (2001:4860:4860::8888) ou um domínio (registro.br). Links completos também funcionam: o endereço do site é extraído automaticamente. - 2
Clique em Localizar
Para domínios, o navegador consulta os registros A (IPv4) e AAAA (IPv6) no DNS e localiza o primeiro endereço. Os demais aparecem logo abaixo para consulta com um clique. - 3
Leia o resultado com calma
Compare a cidade com o provedor e o ASN. Se o IP for privado, reservado ou de CGNAT, a ferramenta explica por que ele não tem localização pública. - 4
Compartilhe se precisar
Cada consulta ganha um link próprio (com ?ip= no endereço). Use Copiar link para mandar ao suporte técnico ou Copiar resultado para colar o resumo em um chamado.
Quer ver os dados da sua própria conexão, incluindo IPv4 e IPv6 lado a lado? Use o botão Usar o meu IP ou abra a página Meu IP detalhado, que também mostra navegador, protocolo e criptografia da conexão.
Como interpretar o resultado
Nem todos os campos têm a mesma confiabilidade. Em geral, quanto mais "de rede" é a informação, mais segura ela é; quanto mais "geográfica", mais ela deve ser lida como estimativa.
| Campo | O que mostra | Quanto confiar |
|---|---|---|
| Provedor e ASN | O que mostraA empresa e a rede que anunciam o bloco de IPs na internet | Quanto confiarAlta: vem do roteamento e do registro dos blocos |
| País | O que mostraO país onde o bloco é usado | Quanto confiarAlta, exceto com VPN, proxy ou redes globais |
| Estado e cidade | O que mostraA região onde o provedor usa o bloco, segundo o banco de dados | Quanto confiarMédia a baixa: costuma apontar a cidade do equipamento do provedor |
| Coordenadas | O que mostraO ponto central da área estimada, arredondado | Quanto confiarBaixa: servem para abrir o mapa, não para achar um local |
| IP reverso (PTR) | O que mostraO nome configurado pelo dono do IP no DNS reverso | Quanto confiarAlta para identificar o provedor; muitos IPs não têm |
O IP reverso merece atenção: quando existe, ele costuma trazer o domínio do provedor e às vezes siglas que indicam o tipo de acesso ou a região. Entenda melhor no guia sobre IP reverso (PTR). Para saber quem é o titular registrado do bloco e quais são os contatos técnicos e de abuso, consulte o WHOIS de IP. E se um IPv4 aparece em reclamações de spam, a verificação de IP em blacklist mostra se ele está em listas de bloqueio.
Por que a cidade às vezes está errada
Um endereço IP não carrega localização dentro dele. O que existe são bancos de dados que associam blocos de IPs a lugares, e essa associação erra por motivos bem conhecidos:
- Centralização do provedor: muitas operadoras concentram os acessos de vários municípios em equipamentos instalados numa cidade maior. Quem mora no interior frequentemente aparece na capital do estado ou numa cidade vizinha.
- Redes móveis (4G e 5G): o tráfego de dados do celular sai por poucos pontos da operadora, geralmente em grandes centros, e quase sempre passa por CGNAT, que divide um IPv4 entre muitos clientes. Por isso a localização de um IP móvel pode ficar a centenas de quilômetros.
- VPN, proxy e Retransmissão Privada: o site enxerga o IP do servidor intermediário, não o seu. É exatamente para isso que uma VPN serve.
- Blocos transferidos ou reorganizados: com o esgotamento do IPv4, blocos são vendidos e mudam de região. Até a base ser atualizada, o resultado mostra o uso antigo.
- Anycast e CDNs: serviços globais anunciam o mesmo IP em dezenas de países ao mesmo tempo. O banco precisa escolher um único lugar, que muitas vezes não é o do servidor que atende você.
De onde vêm os dados de geolocalização
Na origem de tudo está o registro dos endereços. A IANA distribui grandes blocos aos registros regionais; na América Latina, ao LACNIC. No Brasil, a distribuição de IPv4, IPv6 e números de sistema autônomo é feita pelo NIC.br, por meio do Registro.br. Esse registro diz a quem o bloco pertence, mas não onde cada pedaço dele é usado.
Para chegar à cidade, os bancos de geolocalização combinam várias pistas: os geofeeds, arquivos em que o próprio provedor publica a cidade de cada bloco (formato padronizado no RFC 8805); medições de latência a partir de pontos conhecidos; nomes de IP reverso; e correções enviadas por usuários e empresas. A qualidade varia muito de provedor para provedor: quem publica geofeed atualizado costuma ser localizado com precisão.
Esta ferramenta consulta uma cópia local da base DB-IP Lite, publicada mensalmente sob licença Creative Commons Attribution 4.0, direto no nosso servidor. Isso deixa a consulta rápida e, na grande maioria dos casos, dispensa enviar o IP pesquisado a serviços externos de geolocalização. Outros sites usam outras bases, e por isso é normal que dois serviços mostrem cidades diferentes para o mesmo IP. Para entender o tema em profundidade, leia como funciona a geolocalização por IP.
Endereços que não têm localização
Várias faixas são reservadas para usos especiais e nunca aparecem na internet como origem de um acesso. Se você digitar uma delas, a ferramenta explica o que ela é em vez de inventar uma cidade:
| Faixa | Para que serve | Norma |
|---|---|---|
| 10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12, 192.168.0.0/16 | Para que serveRedes locais (IP privado) | NormaRFC 1918 |
| 100.64.0.0/10 | Para que serveCGNAT das operadoras | NormaRFC 6598 |
| 127.0.0.0/8 e ::1 | Para que serveLoopback, o próprio aparelho | NormaRFC 1122 e RFC 4291 |
| 169.254.0.0/16 e fe80::/10 | Para que serveLink-local, autoconfiguração | NormaRFC 3927 e RFC 4291 |
| fc00::/7 | Para que serveUnique Local, o "IP privado" do IPv6 | NormaRFC 4193 |
| 192.0.2.0/24, 198.51.100.0/24, 203.0.113.0/24 e 2001:db8::/32 | Para que serveExemplos em documentação | NormaRFC 5737 e RFC 3849 |
Um caso que confunde muita gente: se o IP WAN mostrado no seu roteador começa entre 100.64 e 100.127, ele é da faixa de CGNAT e é diferente do IP que os sites enxergam. O teste de CGNAT compara os dois. Já um 169.254.x.x no computador indica que ele não recebeu IP do roteador, problema explicado no guia sobre o IP 169.254.
Como corrigir a localização do seu IP
Se bancos, lojas ou serviços de streaming acham que você está em outra cidade ou outro país, siga esta ordem:
- Confirme o IP atual em Meu IP detalhado, com VPN e proxy desligados, e consulte-o aqui para ver o que as bases dizem.
- Fale com o provedor e pergunte se ele publica geofeed para os blocos dele. Provedores regionais que ainda não publicam costumam resolver o problema de todos os clientes de uma vez quando passam a publicar.
- Envie a correção diretamente aos bancos de geolocalização. A MaxMind, uma das bases mais usadas, mantém um formulário público para isso, e outros fornecedores aceitam pedidos pelo site ou por e-mail.
- Aguarde: cada serviço atualiza a própria cópia da base em ritmos diferentes, de dias a algumas semanas.
O que o IP não revela e os limites legais
Um IP identifica uma conexão num determinado momento, não uma pessoa. Ele não traz nome, CPF, endereço nem histórico de navegação, e com IP dinâmico ou CGNAT o mesmo número passa por vários clientes ao longo do tempo. Para individualizar um usuário atrás de CGNAT, a operadora precisa do IP, da porta lógica de origem e do horário exato da conexão.
O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) obriga o administrador do sistema autônomo, isto é, a operadora dona do ASN, a guardar os registros de conexão por um ano, em sigilo. Esses registros só são fornecidos mediante ordem judicial. Dados cadastrais, como nome e endereço do assinante, podem ser requisitados por autoridades administrativas que tenham competência legal para isso. Fora desses caminhos, ninguém obtém a identidade de quem usa um IP. Veja mais em o que alguém pode fazer com seu IP.


