Esta página reúne, num só lugar, o que qualquer site consegue saber sobre a sua conexão: o IP público, as versões IPv4 e IPv6, o provedor, o sistema autônomo (ASN), o IP reverso, a localização aproximada e os dados técnicos da conexão com o nosso servidor. Tudo é detectado automaticamente, sem cadastro.
Como usar
Basta abrir a página. O IP aparece primeiro; em seguida chegam provedor e localização e, por último, o teste das duas versões do protocolo, que leva alguns segundos. Três botões ajudam no dia a dia:
- Copiar IP copia só o endereço principal, para colar num formulário ou numa regra de firewall.
- Copiar tudo gera um resumo em texto com todos os campos e a data da consulta, ideal para mandar ao suporte da operadora ou ao técnico que está ajudando você.
- Atualizar refaz todas as verificações sem recarregar a página. Use depois de ligar ou desligar a VPN ou de trocar o Wi-Fi pelos dados móveis.
O que significa cada informação
IPv4 e IPv6: por que você pode ter dois endereços
Muitas operadoras brasileiras entregam as duas versões do protocolo ao mesmo tempo, o chamado dual-stack. O IPv4 tem o formato 203.0.113.45; o IPv6 é mais longo, como 2001:db8:8a2e::1. Quando um site oferece as duas, o navegador tenta ambas e geralmente fica com o IPv6 se ele responder bem (a técnica é conhecida como Happy Eyeballs, RFC 8305). O cartão marcado como Em uso agora é a versão que o navegador usou para abrir este site; o outro, Disponível, foi detectado por um teste à parte.
Se o IPv6 aparece como não detectado, o provedor pode não oferecer IPv6 no seu plano ou o roteador pode estar com ele desligado. O teste de IPv6 aprofunda o diagnóstico, e o guia como ativar o IPv6 mostra o caminho no roteador. As diferenças entre as versões estão em IPv4 vs IPv6.
Provedor e sistema autônomo (ASN)
Na internet, cada provedor opera uma rede chamada sistema autônomo, identificada por um número, o ASN. É ele que anuncia ao mundo os blocos de IP que usa. O nome mostrado é o registrado para essa rede, que muitas vezes é a razão social: muitos clientes de internet fixa da Claro, por exemplo, veem "Claro NXT Telecomunicacoes Ltda" (AS28573), e provedores regionais aparecem com o nome jurídico da empresa.
O ASN também tem peso legal. O Marco Civil da Internet chama de "administrador de sistema autônomo" quem detém esses blocos e o obriga a guardar os registros de conexão dos clientes por um ano, em sigilo.
IP reverso (PTR)
O IP reverso é o nome que o provedor associa ao endereço no DNS. Quando existe, costuma terminar com o domínio da operadora e às vezes traz siglas que indicam o tipo de acesso ou a região. Ele não é o nome do seu computador e você não consegue alterá-lo em uma conexão residencial. Ausência de PTR é comum e não indica problema. Saiba mais no guia sobre IP reverso.
Tipo de endereço
O IP mostrado aqui é sempre público, porque é o endereço que chega até o nosso servidor. Se o IP WAN que aparece no painel do seu roteador for diferente dele, e principalmente se começar entre 100.64 e 100.127, a operadora está usando CGNAT, que divide um mesmo IPv4 entre vários clientes. Confirme com o teste de CGNAT e entenda o impacto em portas e câmeras no guia o que é CGNAT.
Localização aproximada
Cidade, estado e país são estimativas tiradas de bases de geolocalização, que registram onde o provedor usa cada bloco de IPs. Por isso é comum aparecer a capital ou uma cidade vizinha, e nas redes móveis a diferença pode ser de centenas de quilômetros. A localização nunca indica rua ou número. Para consultar outros endereços e abrir as coordenadas no mapa, use o localizador de IP.
Data center, protocolo e criptografia
O site é entregue pela rede da Cloudflare, e o campo Data center da Cloudflare mostra o código de aeroporto (padrão IATA) da unidade que atendeu você: GRU para São Paulo, GIG para o Rio de Janeiro, FOR para Fortaleza, e assim por diante. Ele revela por onde o seu tráfego entra na rede da Cloudflare, o que depende da rota da sua operadora, e não onde você está. Ver um data center distante do seu estado é normal quando a operadora concentra o tráfego em outro lugar.
Protocolo indica a versão do HTTP: o HTTP/3 roda sobre QUIC, que usa UDP; se a rede bloqueia esse tráfego, o navegador volta para o HTTP/2 sem prejuízo. Criptografia mostra a versão do TLS, e a troca de chaves X25519MLKEM768 significa que o navegador negociou uma proteção híbrida pós-quântica, já adotada por versões recentes dos principais navegadores. O item Cloudflare WARP fica ligado quando você usa o aplicativo 1.1.1.1 com o modo WARP.
Fuso horário e idiomas do navegador
Esses dois campos vêm das configurações do seu aparelho, não do IP. Eles mostram uma ideia importante: além do endereço, os sites leem dezenas de características do navegador. Quando o fuso do aparelho não combina com o fuso estimado para o IP, a página avisa, porque isso costuma indicar VPN, proxy ou viagem. Veja o conjunto completo em Meu navegador e entenda o rastreamento em cookies e fingerprinting.
| Informação | Fonte | Observação |
|---|---|---|
| IP principal, data center, HTTP e TLS | FonteCloudflare, na própria conexão com o site | ObservaçãoResposta da unidade da Cloudflare que atendeu você |
| IPv4 e IPv6 alternativos | FonteTeste do seu navegador com 1.1.1.1 (Cloudflare) e ipify | ObservaçãoUma falha significa "não detectado", não ausência garantida |
| Provedor, ASN e localização | FonteBase DB-IP Lite no nosso servidor ou estimativa da Cloudflare | ObservaçãoLocalização aproximada; a base é publicada mensalmente |
| IP reverso (PTR) | FonteConsulta de DNS reverso feita pelo nosso servidor | ObservaçãoMuitos IPs não têm registro |
| Fuso horário e idiomas | FonteConfigurações do seu aparelho | ObservaçãoLidos pela própria página; não enviamos ao servidor |
Para que esses dados servem no dia a dia
- Chamado com a operadora: o resumo de Copiar tudo traz IP, ASN, versão do protocolo e horário, o que ajuda o suporte a localizar a sua conexão e a separar problema de rede de problema do aparelho.
- Conferir se a VPN funciona: com a VPN ligada, o IP, o provedor e o país devem mudar para os do serviço. Se o IPv6 continuar mostrando a sua operadora, há vazamento por IPv6. Complete a checagem com o teste de vazamento WebRTC.
- Liberar acesso por IP: painéis de hospedagem, bancos de dados e sistemas corporativos às vezes exigem o seu IP numa lista de permissões. Lembre que IPs residenciais costumam ser dinâmicos; entenda a diferença em IP fixo ou dinâmico.
- Jogos, câmeras e servidores: se você precisa receber conexões de fora, confirme se não está em CGNAT e teste a porta com o verificador de portas.
Quando algum campo não aparece
Bloqueadores de anúncios, extensões de privacidade e redes de empresas ou escolas às vezes impedem os testes externos de IPv4 e IPv6, que então aparecem como não detectados. Teste em uma janela anônima sem extensões ou em outra rede. Provedor e localização em branco geralmente indicam uma falha momentânea: clique em Atualizar. E se só o país aparecer, a base simplesmente não tem a cidade daquele bloco de IPs.


