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O que é endereço IP e para que ele serve

Entenda o que é IP (Internet Protocol), para que serve, os tipos (público, privado, IPv4 e IPv6), o que ele revela e veja agora qual é o seu endereço IP.

Equipe Qual Meu IP14 min de leitura
Cabos de rede azuis, verdes, amarelos e vermelhos conectados às portas de um switch Ethernet

Foto: Raysonho @ Open Grid Scheduler / Grid Engine, via Wikimedia Commons (CC0 1.0, recortada)

Endereço IP (de Internet Protocol, ou Protocolo de Internet) é o número que identifica um aparelho ou uma conexão dentro de uma rede, para que os dados saibam de onde saíram e para onde devem voltar. Ele cumpre na internet o papel que o endereço cumpre nos Correios: sem ele, nenhuma página, mensagem ou vídeo chegaria ao destino. Na prática você usa dois ao mesmo tempo: um IP privado, que o roteador dá ao seu aparelho dentro de casa, e um IP público, que é o endereço que os sites enxergam. Para ver o seu agora, abra a página inicial do Qual Meu IP.

Neste guia você entende como um endereço IP é formado, como ele leva os dados até você, quem distribui esses números, quais endereços especiais vale reconhecer e o que um IP revela (ou não) sobre você.

O que é um endereço IP

O endereço IP é o identificador usado pelo Protocolo de Internet, o conjunto de regras que define como os dados são divididos em pacotes e encaminhados entre redes. Cada pacote carrega dois endereços: o de origem (quem enviou) e o de destino (quem deve receber). Os roteadores do caminho leem o destino e decidem para onde mandar o pacote em seguida, salto a salto, até ele chegar.

A lei brasileira usa uma definição parecida. O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) descreve o endereço IP como “o código atribuído a um terminal de uma rede para permitir sua identificação, definido segundo parâmetros internacionais”. Repare na palavra rede: um IP identifica um aparelho dentro de uma rede específica. Por isso o mesmo número, como 192.168.0.10, existe em milhões de casas ao mesmo tempo sem conflito, enquanto o IP público da sua conexão costuma ser exclusivo naquele momento.

4,3 bilhões

de combinações possíveis no IPv4, que usa endereços de 32 bits (2³²)

Fonte: RFC 791 (IETF)

50,1%

dos usuários acessaram o Google via IPv6 em 28/03/2026, a primeira vez acima da metade

Fonte: Google, estatísticas de IPv6

6 bilhões

de pessoas usavam a internet em 2025, cerca de 74% da população mundial

Fonte: UIT, Facts and Figures 2025

Como é um endereço IP: IPv4 e IPv6

Existem duas versões em uso. O IPv4, padronizado em 1981, usa 32 bits escritos como quatro números de 0 a 255 separados por pontos, como 192.168.0.10. Cada número é um octeto (8 bits). Para o computador, esse endereço é apenas uma sequência de zeros e uns: 11000000.10101000.00000000.00001010. Você pode fazer essa conversão no conversor de IP.

O IPv6 usa 128 bits, escritos em oito grupos hexadecimais separados por dois-pontos, como 2001:db8:85a3::8a2e:370:7334. O espaço é tão grande (cerca de 3,4 × 10³⁸ endereços) que cada aparelho pode ter um endereço público próprio. As diferenças entre as versões, a adoção no Brasil e como saber qual delas você usa estão no guia IPv4 vs IPv6.

Parte da rede e parte do aparelho

Todo endereço IP tem duas partes: uma identifica a rede e a outra identifica o aparelho dentro dela. Quem define onde fica a divisão é a máscara de sub-rede, escrita como 255.255.255.0 ou, na notação CIDR, como /24. Em 192.168.0.10/24, os três primeiros números (192.168.0) indicam a rede da sua casa e o último (10) indica o aparelho. Uma rede /24 tem 254 endereços utilizáveis, um deles normalmente ocupado pelo roteador. Para fazer essas contas, use a calculadora de sub-rede ou consulte a tabela da máscara /24.

Como o IP leva os dados até você

Quando você abre um site, acontece mais ou menos isto:

  1. 1

    O nome do site vira um número

    O navegador pergunta ao DNS qual é o IP do site. Para qual-meu-ip.com, a resposta é um endereço como 104.21.41.51. O processo completo está em como funciona o DNS.
  2. 2

    Seu aparelho monta os pacotes

    Cada pacote leva o IP de origem (o seu IP privado, como 192.168.0.10), o IP de destino e uma porta, como a 443, usada pelo HTTPS. A porta indica qual serviço do servidor deve receber os dados.
  3. 3

    O roteador traduz o endereço

    Como o IP privado não vale na internet, o roteador troca o endereço de origem pelo IP público da conexão e anota a troca em uma tabela. Esse processo se chama NAT. Em conexões com CGNAT, a operadora faz uma segunda tradução, e vários clientes saem pelo mesmo IP público.
  4. 4

    Os pacotes atravessam várias redes

    Roteadores do seu provedor e de outras redes leem o IP de destino e escolhem o próximo salto. A volta não precisa seguir o mesmo caminho da ida: o roteamento na internet é frequentemente assimétrico.
  5. 5

    A resposta volta para o seu IP público

    O servidor responde ao IP público e à porta de onde veio o pedido. O roteador consulta a tabela de tradução e entrega a resposta ao aparelho certo. Cada ida e volta costuma levar milissegundos; uma página inteira, que envolve dezenas de pedidos, carrega em poucos segundos ou menos.

Você pode medir quanto tempo essa ida e volta leva com o teste de ping. Para entender o papel das portas, veja o guia de portas TCP e UDP.

IP público e IP privado

O IP privado é atribuído pelo roteador a cada aparelho da sua rede e só funciona ali dentro. Ele sai de faixas reservadas para esse uso pela RFC 1918: 10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16. O IP público é entregue pelo provedor de internet, como Vivo, Claro, TIM ou um provedor regional, e é o endereço que sites e aplicativos enxergam. Todos os aparelhos da casa costumam sair para a internet com o mesmo IP público, graças ao NAT do roteador.

A comparação completa, com tabela e passo a passo para ver cada um no PC e no celular, está em IP público vs IP privado.

CGNAT: quando o IP público é compartilhado

Com a falta de endereços IPv4, muitas operadoras passaram a usar o CGNAT (Carrier-Grade NAT), uma tradução feita dentro da rede do provedor. Nesse caso, o roteador da sua casa recebe um endereço intermediário, geralmente da faixa 100.64.0.0/10 (reservada para isso pela RFC 6598), e vários clientes compartilham o mesmo IP público ao mesmo tempo, separados por portas. É comum em redes móveis e em muitos provedores de fibra. Para navegar, isso não muda nada, mas impede abrir portas para câmeras, servidores de jogos e acesso remoto. Faça o teste de CGNAT e veja as alternativas no guia CGNAT: o que é e como saber se seu IP é compartilhado.

Quem distribui os endereços IP

Os números não são escolhidos ao acaso. A distribuição segue uma hierarquia:

  1. IANA: a autoridade global entrega grandes blocos de endereços aos registros regionais.
  2. Registros regionais (RIRs): são cinco. Na América Latina e no Caribe, o responsável é o LACNIC; os outros são ARIN (América do Norte), RIPE NCC (Europa e Oriente Médio), APNIC (Ásia e Pacífico) e AFRINIC (África).
  3. NIC.br: no Brasil, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR distribui endereços IPv4, IPv6 e números de sistema autônomo (ASN) por meio do Registro.br.
  4. Provedores: operadoras e provedores regionais recebem blocos e os repassam às conexões dos clientes.

O estoque livre de IPv4 da IANA acabou em 3 de fevereiro de 2011, e o LACNIC reservou seu último bloco disponível em 19 de agosto de 2020. Desde então, novos pedidos na região dependem de endereços recuperados e de uma fila de espera, o que ajuda a explicar a expansão do CGNAT e do IPv6. Para ver a qual organização um IP ou bloco pertence, use a consulta Whois.

Como seu aparelho recebe um IP

Dentro de casa, quem distribui os IPs privados é o roteador, por meio do DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol). Ao entrar no Wi-Fi, o celular pede um endereço e o roteador empresta um da faixa da rede local por um período, a chamada concessão. As faixas mais comuns em roteadores no Brasil são 192.168.0.x e 192.168.1.x; nos roteadores da Vivo Fibra é comum 192.168.15.x. O próprio roteador costuma ficar no endereço terminado em .1, que aparece como Gateway Padrão no comando ipconfig do Windows. Veja como encontrá-lo em como descobrir o IP do roteador e os endereços mais usados no guia de acesso ao roteador.

Já o IP público é atribuído pelo provedor quando o roteador se conecta à rede dele, normalmente por PPPoE (com usuário e senha da operadora) ou por DHCP. Na maioria dos planos residenciais esse IP é dinâmico: pode mudar quando o roteador reconecta ou quando a concessão é renovada, conforme a política de cada provedor. O IP fixo, que não muda, costuma ser oferecido em planos empresariais. Diferenças e casos em que vale a pena contratar estão em IP fixo vs IP dinâmico.

No IPv6, o provedor entrega ao roteador um prefixo inteiro, e cada aparelho monta o próprio endereço a partir dele, sozinho (SLAAC) ou com ajuda de um servidor DHCPv6. E, quando um computador não consegue falar com nenhum servidor DHCP, ele mesmo se atribui um endereço da faixa 169.254.x.x, sinal de que algo falhou na rede local. Veja o que fazer nesse caso em IP 169.254: o que significa.

Endereços especiais que vale reconhecer

Algumas faixas têm funções reservadas e aparecem com frequência em configurações de rede e mensagens de erro. Nenhuma delas funciona como IP público de uma conexão:

Faixas de uso especial (registro da IANA)
127.0.0.1 (e ::1 no IPv6)Para que serveLoopback: o próprio aparelhoOnde você encontraTestes de programas e servidores locais
10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12, 192.168.0.0/16Para que serveRedes privadas (RFC 1918)Onde você encontraCasas, empresas e redes Wi-Fi
100.64.0.0/10Para que serveEspaço compartilhado do CGNAT (RFC 6598)Onde você encontraIP WAN do roteador em conexões com CGNAT
169.254.0.0/16 (e fe80::/10)Para que serveEndereço local automático (link-local)Onde você encontraNo IPv4, aparelho que não recebeu IP do roteador; no IPv6, todo aparelho tem um
0.0.0.0Para que serveEndereço não especificadoOnde você encontraProgramas que escutam em todas as interfaces
255.255.255.255Para que serveBroadcast na rede localOnde você encontraPedidos de DHCP e descoberta de aparelhos
224.0.0.0/4 (e ff00::/8)Para que serveMulticast: envio para um grupoOnde você encontraIPTV e descoberta de dispositivos
192.0.2.0/24, 198.51.100.0/24, 203.0.113.0/24 (e 2001:db8::/32)Para que serveReservados para documentaçãoOnde você encontraExemplos de tutoriais, inclusive deste site

A lista completa está no registro de endereços de uso especial da IANA. Se o seu computador mostra um endereço 169.254.x.x, ou se o roteador mostra um IP WAN entre 100.64.0.0 e 100.127.255.255, você já sabe o que está acontecendo.

IP, endereço MAC e porta: qual a diferença

Três identificadores costumam ser confundidos:

  • Endereço IP: identifica o aparelho ou a conexão em uma rede e permite que os pacotes sejam encaminhados entre redes diferentes. Muda quando você troca de rede.
  • Endereço MAC: identifica a placa de rede (Wi-Fi ou cabo) dentro da rede local, em um formato como 00:00:5E:00:53:01. Ele não passa do roteador e não é visto pelos sites. Celulares atuais usam por padrão um MAC aleatório para cada rede, por privacidade. Saiba mais em endereço MAC: o que é e como ver.
  • Porta: um número de 0 a 65.535 que indica qual programa ou serviço deve receber os dados naquele IP. A combinação IP e porta, como 203.0.113.45:443, identifica uma conexão específica. Para saber se uma porta está aberta no seu IP público, use o verificador de portas.

Como ver o seu IP

O IP público aparece assim que você abre a página inicial. Para ver também o provedor, o ASN, o IP reverso e se a conexão tem IPv4 e IPv6, use o Meu IP detalhado.

O IP privado fica nas configurações de rede do aparelho:

  • Windows 11: abra o Prompt de Comando, digite ipconfig e procure “Endereço IPv4” na conexão ativa (Wi-Fi ou Ethernet).
  • macOS: Ajustes do Sistema > Rede > escolha Wi-Fi ou Ethernet > Detalhes > TCP/IP.
  • Android: Configurações > Rede e Internet > Internet > toque na rede conectada. O caminho muda conforme a marca; em celulares Samsung, por exemplo, fica em Configurações > Conexões > Wi-Fi > engrenagem da rede.
  • iPhone: Ajustes > Wi-Fi > toque no ícone (i) ao lado da rede.

O passo a passo completo, incluindo Linux e comandos de terminal, está em como descobrir o IP do computador ou celular.

O que o seu IP revela (e o que não revela)

Todo site que você acessa vê o seu IP público. A partir dele, bases de geolocalização estimam:

  • País: costuma estar certo. A MaxMind, uma das maiores fornecedoras dessas bases, declara 99,8% de acerto nesse nível.
  • Estado e cidade: o acerto cai e varia por provedor. Para o Brasil, a MaxMind informa que sua base paga localiza 84% dos IPs a até 50 km do local correto, o que ainda pode significar outra cidade da mesma região.
  • Provedor e ASN: o nome da operadora e o número do sistema autônomo que anuncia aquele bloco de endereços.

O IP não revela seu nome, CPF, telefone ou endereço. Quem sabe qual cliente usava um IP em determinado momento é o provedor de conexão, e o Marco Civil da Internet controla o acesso a essa informação: o provedor deve guardar os registros de conexão por 1 ano (art. 13) e só é obrigado a entregá-los mediante ordem judicial, que pode ser dada em processo cível ou penal (arts. 10 e 22). Dados cadastrais (qualificação, filiação e endereço) podem ser requisitados sem ordem judicial apenas por autoridades com competência legal (art. 10, §3º), como delegados de polícia e o Ministério Público em investigações (Lei 12.850/2013, art. 15). Sob CGNAT, a identificação depende também da porta de origem e do horário exato, porque o mesmo IP atende vários clientes ao mesmo tempo.

Para a LGPD (Lei 13.709/2018), dado pessoal é a “informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável”, e um IP entra nessa definição quando pode ser associado a alguém. Veja seus direitos em LGPD e seus dados e os riscos reais em o que alguém pode fazer com seu IP. Para ver o que as bases dizem sobre qualquer endereço, use a ferramenta Localizar IP; a explicação completa está em geolocalização por IP.

Dá para mudar ou esconder o IP?

Dá, de formas diferentes. Desligar o roteador por alguns minutos pode trazer um novo IP dinâmico, mas não há garantia, porque depende do provedor. Uma VPN faz os sites enxergarem o IP do servidor da VPN em vez do seu, e o navegador Tor passa a conexão por vários servidores voluntários. Nenhuma dessas opções deixa você invisível: o provedor da VPN passa a ver o tráfego que antes passava pelo seu provedor, e cookies e o fingerprinting do navegador continuam funcionando. Compare os métodos em como mudar seu IP e em como proteger seu IP.

Ferramentas usadas neste guia

Perguntas frequentes

Meu IP muda sozinho?
O IP público geralmente muda, sim. Na maioria dos planos residenciais ele é dinâmico e pode trocar quando o roteador reconecta ou quando a concessão do provedor é renovada; a frequência varia de provedor para provedor. O IP privado também pode mudar quando o aparelho volta a se conectar ao Wi-Fi, a menos que você reserve um endereço para ele no roteador.
Dois aparelhos podem ter o mesmo IP?
Na mesma rede, não: isso gera conflito e um deles perde a conexão. Em redes diferentes, sim. IPs privados como 192.168.0.10 se repetem em milhões de casas sem problema. E, quando a operadora usa CGNAT, vários clientes saem para a internet com o mesmo IP público ao mesmo tempo, separados por portas.
Alguém consegue descobrir onde eu moro pelo meu IP?
Não. O IP permite estimar o país, a região e às vezes a cidade, em geral a área atendida pelo provedor, e não a sua rua. Só o provedor sabe qual cliente usava um IP em determinado horário, e ele só entrega esse registro com ordem judicial. Dados cadastrais podem ser requisitados apenas por autoridades com competência legal.
Qual a diferença entre IP e endereço MAC?
O endereço MAC identifica a placa de rede (Wi-Fi ou cabo) dentro da rede local e não sai da sua casa. O IP identifica o aparelho ou a conexão e é usado para levar os dados de uma rede a outra, inclusive pela internet.
Como saber qual é o meu IP?
Abra a página inicial do Qual Meu IP para ver o IP público na hora. Para o IP privado, digite ipconfig no Prompt de Comando do Windows ou abra os detalhes da rede Wi-Fi no celular (Ajustes > Wi-Fi > (i) no iPhone; Configurações > Rede e Internet > Internet no Android).
IP é dado pessoal?
Pode ser. A LGPD considera dado pessoal qualquer informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Um IP entra nessa definição quando pode ser associado a alguém, por exemplo cruzando-o com os registros do provedor ou com o login em um site.

Fontes e referências

  1. RFC 791: Internet Protocol (IETF, 1981)
  2. RFC 801: NCP/TCP Transition Plan (IETF, 1981)
  3. RFC 1918: Address Allocation for Private Internets (IETF)
  4. RFC 6598: IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space (IETF)
  5. IANA: IPv4 Special-Purpose Address Registry
  6. NRO: Free Pool of IPv4 Address Space Depleted (fevereiro de 2011)
  7. LACNIC: IPv4 Exhaustion, LACNIC Has Assigned the Last Remaining Address Block (agosto de 2020)
  8. NIC.br: Sobre o NIC.br e o Registro.br
  9. Google: Estatísticas de IPv6
  10. UIT: Facts and Figures 2025, Internet use
  11. MaxMind: GeoIP databases (precisão declarada)
  12. MaxMind: GeoIP City accuracy comparison
  13. Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet)
  14. Lei 13.709/2018 (LGPD)
  15. Lei 12.850/2013, art. 15 (acesso a dados cadastrais)

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