A consulta Whois mostra os dados públicos de registro de um domínio ou de um bloco de endereços IP: quem administra, por qual registrador foi feito o registro, quando ele foi criado e quando expira, qual é o status e quais servidores DNS respondem por ele. Esta ferramenta usa o RDAP, o sucessor do Whois tradicional, e busca os dados direto na base oficial de cada registro.
Como usar
- Domínio: digite
exemplo.com.brou cole um link. Subdomínios comowwwoulojasão removidos automaticamente, porque o registro guarda apenas o domínio registrado. Domínios com acento também são aceitos. - Endereço IP: IPv4 ou IPv6. O resultado mostra o bloco a que o IP pertence, a organização responsável, o país do cadastro e o contato para denúncias de abuso.
- ASN: digite
ASseguido do número (por exemplo,AS28573) para ver qual rede usa aquele sistema autônomo.
A consulta é feita pelo nosso servidor, que descobre o servidor RDAP correto nas listas oficiais da IANA e pergunta direto a ele: o Registro.br para .br, a Verisign para .com e .net, e os registros regionais (LACNIC, ARIN, RIPE NCC, APNIC e AFRINIC) para IPs e ASNs. Não guardamos histórico de pesquisas.
Como ler o resultado de um domínio
Titular e registrador
No .br, o Registro.br (serviço do NIC.br) é o registro: ele mantém a base de todos os domínios brasileiros. O domínio pode ser registrado direto no site do Registro.br ou por um provedor de serviços credenciado, como empresas de hospedagem; nesse caso, o nome do provedor aparece em "Registrador / provedor". Quando o titular é empresa, a consulta mostra a razão social e o CNPJ, o que ajuda a conferir se um site é mesmo de quem diz ser.
Em domínios genéricos, como .com, o registro e o registrador são empresas diferentes. A base da Verisign traz o registrador, as datas, o status e os servidores DNS, enquanto os dados do titular ficam com o registrador e, na maioria dos casos, são ocultados por privacidade. Por isso é normal o campo "Titular" aparecer como "Não publicado" ou "Oculto" em um .com: não é sinal de algo errado.
Datas
"Criado em" é a data do primeiro registro, "Expira em" é o vencimento atual e "Última alteração" registra a mudança mais recente (troca de servidores DNS, renovação ou contatos). Um domínio criado há poucos dias imitando o nome de um banco ou de uma loja conhecida é um forte sinal de golpe; veja outros sinais em como saber se um link é seguro.
Status
Os códigos de status vêm do protocolo EPP e a ferramenta traduz cada um. Os que mais aparecem:
| Status | O que significa |
|---|---|
| active / ok | Registro em vigor, sem pendências. |
| client transfer prohibited | Trava contra transferência não autorizada. É uma proteção recomendada. |
| client update / delete prohibited | Travas contra alterações e exclusão acidental ou maliciosa. |
| server ... prohibited | As mesmas travas, aplicadas pelo próprio registro (comum em marcas grandes). |
| client hold / server hold | Domínio suspenso: sai do DNS e para de funcionar até a pendência ser resolvida. |
| redemption period | Excluído após vencer; em domínios genéricos o titular tem 30 dias para resgatar, normalmente com taxa. |
| pending delete | Fase final de 5 dias nos genéricos; depois o nome fica livre para qualquer pessoa registrar. |
No .br as regras de vencimento são do Registro.br: depois da data de expiração o titular ainda tem um prazo para renovar, o domínio pode ser congelado (deixa de funcionar) e, se não houver pagamento, entra no processo de liberação, em que outras pessoas podem disputá-lo. Confira os prazos atuais no painel do Registro.br e não deixe para a última hora.
Servidores DNS e DNSSEC
A lista de servidores DNS (NS) mostra quem hospeda o DNS do domínio: nomes como *.ns.cloudflare.com indicam Cloudflare, por exemplo. "DNSSEC ativo" quer dizer que o registro tem uma chave (registro DS) publicada para o domínio. Se você trocou de provedor de DNS e o site passou a dar erro, confira se o DS antigo não ficou para trás: essa é uma causa clássica de SERVFAIL, que você pode confirmar no DNS lookup.
Como ler o resultado de um IP ou de um ASN
Os endereços IP e os números de sistema autônomo (ASN) são distribuídos por cinco registros regionais: AFRINIC (África), APNIC (Ásia-Pacífico), ARIN (Estados Unidos, Canadá e parte do Caribe), LACNIC (América Latina e parte do Caribe) e RIPE NCC (Europa, Oriente Médio e partes da Ásia Central). No Brasil, quem distribui IPs e ASNs às operadoras e empresas é o NIC.br, por meio do Registro.br, como registro nacional vinculado ao LACNIC. Por isso a consulta de um IP brasileiro costuma ser respondida pelo Registro.br.
- Organização e nome da rede: quem recebeu o bloco, geralmente a operadora, a empresa de hospedagem ou a rede de uma grande companhia. Não é a pessoa que está usando o IP naquele momento.
- Bloco (CIDR) e faixa: o conjunto de endereços do qual o IP faz parte, como
200.160.0.0/20. A calculadora de sub-rede mostra quantos endereços cabem em cada prefixo. - País do registro: o país do cadastro do bloco. Ele pode ser diferente de onde o aparelho está, o que explica por que a geolocalização de IP é sempre aproximada.
- Contato de abuso: o e-mail para onde enviar denúncias de spam, ataques ou varreduras vindas daquele bloco, com data, hora (e fuso) e o IP de origem.
- ASN: o número da rede que anuncia aquele bloco na internet. Consultar o ASN mostra a organização dona da rede, útil para saber qual operadora atende um endereço.
Endereços privados (como 192.168.0.1) e a faixa de CGNAT (100.64.0.0/10) não têm dono público: a ferramenta avisa quando você digita um deles. Entenda a diferença em IP público e IP privado e veja o que um terceiro consegue (e não consegue) saber com o seu IP em o que alguém pode fazer com seu IP.
Whois, RDAP e o fim do Whois tradicional
O Whois clássico (RFC 3912) é de uma época sem padrão de formato: cada registro devolvia um texto diferente pela porta 43, sem criptografia e com problemas para acentos. O RDAP (Registration Data Access Protocol, RFCs 7480, 9082 e 9083) resolve isso com respostas em JSON via HTTPS, um sistema oficial para descobrir o servidor de cada TLD e de cada bloco de IP (RFC 9224) e campos padronizados para informar o que foi ocultado.
Desde 28 de janeiro de 2025, o RDAP é a fonte oficial de dados de registro dos domínios genéricos, e a ICANN deixou de exigir o Whois tradicional de registros e registradores (com exceção de .com, .name e .post). Os domínios de país seguem regras próprias: o Registro.br mantém tanto o Whois em whois.registro.br quanto o RDAP em rdap.registro.br, que é o que esta ferramenta usa.
Privacidade: o que é público e o que não é
Desde o GDPR europeu, em 2018, os dados pessoais de titulares de domínios genéricos deixaram, em regra, de ser publicados, prática hoje consolidada na Registration Data Policy da ICANN, em vigor para registros e registradores desde 21 de agosto de 2025. No Brasil, o Registro.br revisou seus processos para a LGPD e, desde o fim de 2024, exibe o CPF de titulares pessoa física apenas parcialmente. Nesta ferramenta adotamos uma regra a mais: mostramos dados de empresas e contatos de abuso, mas não repetimos nomes, e-mails e telefones de pessoas físicas, mesmo quando o registro os publica.
Para que serve uma consulta Whois
- Conferir se uma loja ou um site de cobrança pertence mesmo à empresa que diz ser (CNPJ do titular no .br, idade do domínio).
- Saber quando o seu domínio vence e se as travas de transferência estão ativas.
- Antes de comprar um domínio usado, ver há quanto tempo ele existe e se há status de suspensão ou disputa.
- Descobrir onde está o DNS de um domínio antes de configurar e-mail ou hospedagem, e depois conferir os registros no DNS lookup.
- Encontrar o contato de abuso de um IP que aparece nos registros do seu servidor ou numa lista de bloqueio.
Para entender a parte técnica por trás dos nomes de domínio, leia como funciona o DNS.


