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Como saber se um link ou site é seguro antes de clicar
Veja como saber se um link ou site é seguro antes de clicar: sinais de golpe, como ler o endereço, checar Whois e certificado e o que fazer se já clicou.
Entenda o que é um ataque DDoS, por que o IP é o alvo, os maiores ataques até 2026, como saber se sua internet está sendo atacada e o que diz a lei no Brasil.

Foto: NOIRLab/NSF/AURA/T. Slovinský, via Wikimedia Commons (CC BY 4.0, recortada)
Um ataque DDoS (negação de serviço distribuída) tenta tirar um site, um servidor ou uma conexão do ar inundando o endereço IP do alvo com mais tráfego do que ele consegue processar, a partir de milhares ou milhões de aparelhos ao mesmo tempo. Ele não invade nem rouba dados: o objetivo é deixar o serviço indisponível para quem tenta usá-lo de verdade.
Neste guia você vai entender como o ataque funciona, por que o IP é o alvo, quais foram os maiores ataques já registrados até 2026, como saber se a sua conexão está sendo atacada e o que fazer, além do que diz a lei brasileira. Para ver qual IP a sua conexão expõe agora, use a ferramenta Meu IP detalhado.
DDoS vem do inglês Distributed Denial of Service. A ideia é esgotar algum recurso do alvo: a largura de banda do link, a capacidade de processar pacotes de um roteador ou firewall, ou a capacidade de um servidor web de responder a requisições. Quando o recurso acaba, o tráfego legítimo não passa e o serviço fica lento ou fora do ar.
A diferença para um ataque DoS está no “distribuído”. No DoS, uma única máquina ataca, e bloquear o IP dela costuma resolver. No DDoS, o tráfego vem de milhares de endereços diferentes, muitas vezes de aparelhos comuns infectados, o que torna o bloqueio por IP inútil e exige filtragem em grande escala.
As etapas de um ataque
Recrutamento dos aparelhos
Escolha do alvo
Comando de ataque
Saturação
Mitigação
Na internet, todo tráfego é endereçado a um IP. Sem saber o endereço do alvo, o atacante não tem para onde mandar os pacotes. Por isso a primeira linha de defesa de sites e jogos é não expor o IP real dos servidores, e a de pessoas comuns é não entregar o próprio IP a quem pode querer usá-lo. O artigo o que alguém pode fazer com seu IP mostra os outros usos possíveis desse número.
Os IPs chegam aos atacantes por alguns caminhos conhecidos:
Quer saber a quem pertence um IP que aparece nos seus registros? A consulta Whois mostra o provedor e o sistema autônomo (ASN) responsáveis pelo bloco de endereços.
| Tipo | Camada | O que esgota | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Volumétrico | CamadaRede e transporte (L3/L4) | O que esgotaLargura de banda do link | ExemplosUDP flood, ataques de reflexão e amplificação |
| Protocolo | CamadaTransporte (L4) | O que esgotaTabelas de conexão de firewalls, roteadores e servidores | ExemplosSYN flood, ACK/RST flood |
| Aplicação | CamadaAplicação (L7) | O que esgotaCapacidade do servidor web de responder | ExemplosHTTP flood, HTTP/2 Rapid Reset, Slowloris |
Os ataques volumétricos são medidos em bits por segundo (Gbps, Tbps). Os de protocolo, em pacotes por segundo. Os de aplicação, em requisições por segundo (rps), e são os mais difíceis de filtrar, porque cada requisição parece uma visita normal. Na prática, muitos ataques combinam vários tipos ao mesmo tempo.
Uma técnica volumétrica comum é a reflexão: o atacante envia consultas pequenas a servidores mal configurados (DNS abertos, NTP, memcached), forjando o IP da vítima como remetente. Os servidores respondem à vítima com respostas muito maiores do que as perguntas. A agência americana CISA publica o fator de amplificação de cada protocolo:
| Protocolo | Fator de amplificação |
|---|---|
| DNS | 28 a 54 vezes |
| SSDP | 30,8 vezes |
| CLDAP | 56 a 70 vezes |
| NTP | 556,9 vezes |
| Memcached | 10.000 a 51.000 vezes |
Uma botnet é um conjunto de aparelhos infectados e controlados à distância, sem que os donos percebam. Eles continuam funcionando normalmente e, quando recebem o comando, passam a disparar tráfego.
O Brasil aparece com destaque nessas estatísticas. No primeiro semestre de 2026, o país passou os Estados Unidos e se tornou a principal origem do tráfego de ataques DDoS (medido em requisições) mitigados pela Cloudflare, com 14,9% do total, contra 13,4% dos EUA; só no segundo trimestre, foram 21,4%. Isso não significa que os brasileiros atacam mais, e sim que há muitos aparelhos e servidores comprometidos em redes brasileiras.
Também existem os chamados serviços de “stresser” ou “booter”, que alugam ataques. Segundo a Europol, eles baixaram a barreira de entrada no crime: por valores a partir de 10 euros, qualquer pessoa consegue disparar um ataque. Esses serviços são alvo frequente da polícia; na Operação Power Off, autoridades de vários países derrubaram cerca de cinquenta deles e prenderam administradores.
Os recordes precisam ser comparados na mesma unidade. Ataques volumétricos são medidos em terabits por segundo (Tbps); ataques à camada de aplicação, em milhões de requisições por segundo (Mrps).
| Quando | Alvo ou relator | Pico | Detalhes |
|---|---|---|---|
| Fev. 2018 | Alvo ou relatorGitHub | Pico1,35 Tbps | DetalhesAmplificação via memcached; site fora do ar por 5 minutos e instável por mais 4. |
| Fev. 2020 | Alvo ou relatorAWS | Pico2,3 Tbps | DetalhesReflexão CLDAP; 3 dias de ameaça elevada em uma semana. |
| Nov. 2021 | Alvo ou relatorMicrosoft Azure | Pico3,47 Tbps | DetalhesContra um cliente na Ásia, com 340 milhões de pacotes por segundo. |
| Out. 2024 | Alvo ou relatorCloudflare | Pico5,6 Tbps | DetalhesVariante da Mirai com mais de 13 mil aparelhos; durou 80 segundos. |
| Mai. 2025 | Alvo ou relatorCloudflare | Pico7,3 Tbps | Detalhes37,4 terabytes entregues em 45 segundos. |
| 3º tri. 2025 | Alvo ou relatorCloudflare | Pico29,7 Tbps | DetalhesBotnet Aisuru. |
| 4º tri. 2025 | Alvo ou relatorCloudflare | Pico31,4 Tbps | DetalhesDurou 35 segundos. O maior já divulgado publicamente, segundo a Cloudflare. |
Em fevereiro de 2023, a Cloudflare registrou 71 milhões de requisições por segundo. Meses depois, em agosto, uma nova técnica chamada HTTP/2 Rapid Reset (CVE-2023-44487) levou os ataques a outro patamar: a Cloudflare mediu pouco mais de 201 milhões de rps, e o Google, 398 milhões. O Google divulgou o caso em outubro de 2023 e comparou: em dois minutos, o ataque gerou mais requisições do que o total de visualizações de artigos da Wikipédia em setembro daquele ano.
Pessoas comuns também são alvo, principalmente quem joga online ou faz lives e se envolve em discussões. Alguns sinais ajudam a diferenciar um ataque de uma falha comum:
Se a luz LOS da ONT está vermelha ou a falha atinge o bairro inteiro, o problema é físico ou do provedor; veja o que significa a luz LOS vermelha. Para registrar a instabilidade, meça a latência no Teste de ping e a velocidade no Teste de velocidade.
O DDoS não rouba dados, mas pode deixar qualquer serviço fora do ar, e sempre depende de um endereço IP como alvo. A escala cresceu muito: de 1,35 Tbps em 2018 para 31,4 Tbps no fim de 2025 nos ataques volumétricos, e de 71 para 398 milhões de requisições por segundo em 2023 nos ataques à camada de aplicação. Para sites, a defesa passa por CDN, Anycast e IP de origem escondido. Para pessoas comuns, o caminho é não entregar o IP, manter os aparelhos atualizados para não virarem parte de uma botnet e, se o ataque acontecer, acionar o provedor e trocar o endereço.
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Equipe Qual Meu IP · Conteúdo editorial
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